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Tombazana by Ukheyo

SKU: BT-UK-TZ-BRSMPRMDV

O tema "Tombazana" é executado por Ukheyo em Batik, técnica que consiste na pintura, sobre tela de algodão, com tinta constituída por água e pigmentos cromáticos hidro-dispersíveis.

Este tema é pintado em batiks nos formatos Horizontal e Vertical, com os tamanhos Maxi, Grande e Médio e fundos branco, azul, amarelo e preto, cujas medidas podem ser consultadas no separador Dimensões.

Para obter informaçao sobre como emoldurar o batik e sobre a sua conservação, consulte o separador Moldura e Conservação.

O tema "Tombazana" pintado em batik constitui uma exploração rica e multifacetada da figura da donzela - ou rapariga virgem - um conceito profundamente enraizado na cultura e sociedade Ronga do sul de Moçambique. Esta representação não é apenas uma celebração da juventude e pureza, mas também uma reflexão sobre os papéis sociais, expectativas culturais e a transição da adolescência para a idade adulta.

Na língua Ronga, tombazana significa donzela ou rapariga virgem, um termo que carrega consigo um peso cultural significativo. Na sociedade Ronga, a tombazana é muitas vezes vista como um símbolo de pureza, beleza e potencial. Ela representa uma fase na vida de uma mulher que é marcada pela inocência e pela preparação para futuras responsabilidades como adulta e, eventualmente, esposa e mãe.

Os batiks que abordam o tema "Tombazana" geralmente utilizam uma paleta de cores vibrantes e técnicas detalhadas de cera e tingimento para captar a essência da juventude e da feminilidade. As figuras de tombazanas são frequentemente retratadas em poses graciosas, em momentos de introspecção ou contemplação. Os trajes e adornos, meticulosamente pintados, reflectem a riqueza das tradições e a atenção aos detalhes que caracterizam a cultura moçambicana.

A representação da tombazana em batique também evoca várias questões culturais e sociais. A manutenção da virgindade até ao casamento é um valor tradicionalmente importante, associado à honra e ao respeito pela família. Este valor é muitas vezes enfatizado através de ritos de iniciação e cerimónias que celebram a transição da menina para a condição de mulher.

No entanto, este tema também abre espaço para discussões sobre os desafios modernos enfrentados pelas jovens moçambicanas. A tensão entre os valores tradicionais e as influências contemporâneas pode ser explorada através da arte, levantando questões sobre autonomia, educação e os direitos das mulheres. Os batiks inspirados no tema "Tombazana" podem, assim, servir como uma forma de diálogo sobre o empoderamento feminino e a evolução das normas sociais.

Visualmente, os batiks subordinados ao tema "Tombazana" são ricos em simbolismo. As figuras femininas são frequentemente decoradas com elementos tradicionais, como colares, braceletes, lenços coloridos na cabeça e tecidos estampados, que representam a herança cultural de uma sociedade milenar, como a moçambicana. Através do tema "Tombazana", os artistas que o pintam em batique conseguem capturar não apenas a beleza e a graça das jovens moçambicanas, mas também as complexas camadas de expectativas e esperanças que a sociedade nelas deposita. Estes batiques não são apenas peças de arte decorativas, mas também narrativas visuais que convidam à reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade moçambicana e a importância de preservar a herança cultural enquanto se navega nas águas das fracturantes mudanças contemporâneas.

O tema "Tombazana" em batik é, pois, uma celebração da juventude, pureza e potencial das raparigas virgens na cultura da tribo Ronga, no sul de Moçambique. Através de elaborados procedimentos conexos com a técnicas "Batik", os artistas captam a essência as jovens moçambicanas, reflectindo tanto a beleza exterior quanto a riqueza cultural e social que elas representam. Estes batiks assumem-se como uma ponte entre as tradições ancestrais e as discussões contemporâneas sobre o papel da mulher na sociedade moçambicana, oferecendo uma visão profunda e multifacetada da vida e cultura de Moçambique.

A tabela abaixo informa os diversos Tamanhos, Formatos e Medidas com que, tradicionalmente, os artistas executam os batiques, sendo que as medidas apresentadas são aproximadas e meramente indicativas, dado tratar-se de obras com carácter artesanal.


Tamanho

Formato Horizontal

(A) Altura - até:

Formato Horizontal

(L) Largura - até:

Formato Vertical

(A) Altura - até:

Formato Vertical

(L) Largura - até:

MAXI 90 cm 120 cm 120 cm 90 cm
GRANDE 75 cm 100 cm 100 cm 75 cm
MÉDIO 50 cm 75 cm 75 cm 50 cm
QUADRADO 33 cm 40 cm 40 cm 33 cm
ESTREITO n/a n/a 60 cm 20 cm

         NOTAS:

         1- n/a - não aplicável (o tamanho "Estreito" não é executado pelos artistas no formato horizontal);

         2-  Estas medidas não se aplicam às obras do artista Rungo, para saber mais consultar a página do artista.

 

Emoldurar o seu batik

Os batiks são vendidos pelo preço indicado, sem moldura.

O batik pode ser montado em bastidor e instalado em moldura de caixa americana, ou entre vidros com moldura de caixa normal. Neste caso, o vidro de trás deve ser vidro normal, e o vidro da frente, vidro anti-reflexo.

Antes da montagem, o batik deve ser passado a ferro sem vapor e com temperatura média-baixa. Para o efeito, há que considerar que, devido ao processo de elaboração, o batik se encontra impregnado com cera de velas, o que protege a cor, pelo que, para o passar a ferro, o mesmo deve ser colocado entre duas folhas de papel vegetal ou papel caqui (ou kraft), não devendo o ferro contactar directamente a tela. O batik, que em caso algum deve ser dobrado para não ficar com marcas de vincos, deve ser enrolado entre duas folhas de papel depois de passado a ferro, e emoldurado o mais brevemente possível.

É importante ter em conta que o batik tem as faces do direito e do avesso, pelo que se deve reparar na assinatura do autor (normalmente junto a um dos cantos inferiores), a qual identifica a face do direito do batik, que, no processo de montagem, deve ser colocada virada para a frente, ou seja, para o observador.

A moldura pode ser em madeira pintada, alumínio lacado ou outro material, de acordo com o gosto do Cliente, tal como a sua cor e a forma do seu perfil, sugerindo-se, para um melhor resultado, a opção por uma moldura com perfil rectangular nas cores preto mate, dourado ou prateado.

Para optimizar o aspecto final do conjunto, poderá optar-se pela montagem do batik de acordo com o estilo tradicional, em que o perfil da moldura, em madeira não texturada na cor “preto mate”, se apresenta com secção rectangular.

 

Montagem em Moldura de Caixa Americana

AA montagem é feita sem vidro, sendo, talvez, a possibilidade de montagem que mais coloca em evidência a beleza do batik. Deve guardar-se uma distância de 10 a20 mm entre a face interna da moldura de caixa americana e o limite do bastidor com a tela montada, podendo optar-se por uma de três cores - preto mate, dourado ou prateado ou outras - de acordo com as cores presentes no batik e o gosto pessoal do Cliente, conforme imagem abaixo.

 

  

Montagem entre Vidros

Na imagem abaixo, o espaço branco em torno do batik representa a zona translúcida (permitindo ver a parede) entre o limite exterior do batik e o limite interior da moldura, devendo a largura dessa zona translúcida ser adequada ao tamanho do batique, conforme se sugere na tabela abaixo.

 

Moldura

Aspecto de batik colocado em parede branca

 

 

Em qualquer caso, o perfil da moldura deve ser adequadamente dimensionado de modo a suportar o peso do conjunto, sugerindo-se, na tabela abaixo, e a título indicativo, medidas do perfil de acordo com os diversos formatos e dimensões de batik.

 

Tamanhos dos batiks

Medidas aproximadas dos batiks

(em cm)

Largura do perfil da moldura

(em mm)

Espessura do perfil da moldura

(em mm)

Medida entre o batik e a moldura

(em mm)

   MAXI     80 x 120 (ou 90 x 120) 40 45 60
   GRANDE     75 x 100 40 45 60
   MÉDIO     50 x 75 40 20 50
   QUADRADO     20 x 60 20 16 30
   ESTREITO     33 x 40 20 16 30

  

Caso pretenda o seu batik emoldurado, contacte o nosso serviço de Apoio ao Cliente, podendo fazê-lo através do número (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional, ou por email para info@mozart.pt (nota: o serviço de montagem de batiks é executado sob consulta e pré pagamento, estando a modalidade de montagem entre vidros disponível apenas em Portugal).

 

Conservação

Cada batik é uma obra de arte única e irrepetível, pintada com tinta hidro-dispersível pelo que não pode, em caso algum, ser lavado (à mão ou na máquina), molhado, limpo a seco ou com espumas de limpeza, sob pena de danos irreversíveis e irreparáveis.

Para manter a vivacidade das cores e o óptimo aspecto do batik, deve evitar-se a sua exposição à luz directa do sol.

UKHEYO

 

O Artista

Ukheyo é um pintor amplamente reconhecido como um dos grandes mestres contemporâneos da arte do batik, em Moçambique. As razões para tal reconhecimento relativamente à sua arte são variadas e profundas, reflectindo tanto um compromisso com a preservação e promoção da cultura moçambicana, como a busca por uma expressão pessoal diferenciadora e inovação artística. Embora seja, por alguns, considerado um artista da corrente clássica do batik, Ukheyo é, sem dúvida, um vanguardista, na medida em que a sua obra remete a atenção dos olhos e da mente para novos e surpreendentes paradigmas que alargam as fronteiras do domínio dessa forma de expressão artística.

Ukheyo utiliza a técnica de batik – forma tradicional de arte em Moçambique – para manter viva a herança cultural desse belo país, que é o seu. Por essa via, o mestre conecta harmoniosamente as gerações passadas com o presente, garantindo que as tradições artísticas não se perdem. Através dos seus trabalhos, Ukheyo retrata histórias, crenças, mitos e tradições através de uma linguagem pictórica que, plena de simbologia, espelha a identidade cultural moçambicana, contribuindo para a preservação da rica tapeçaria cultural do país.

Na sua busca incessante pela inovação no campo artístico do batik, Ukheyo experimenta novas técnicas, cores e temas, numa abordagem vanguardista que não só mantém o seu trabalho fresco e relevante, mas também contribui decisivamente para a evolução dessa forma de arte. O traço de Ukheyo é uma forma de expressão pessoal da sua sensibilidade, através da qual ele comunica a sua mundivisão, emoções e experiências, permitindo elevar a ligação entre o artista e o público a um nível profundo e pessoal.

Ao desenvolver e mostrar a sua arte com a pedagogia própria do grande mestre que é, Ukheyo afirma-se como um relevante marco nos anais da história do batik, assumindo-se como um modelo para os jovens artistas moçambicanos que os incentiva a explorar e valorizar suas próprias tradições culturais. Com frequência, os seus trabalhos abordam temas relacionados com os costumes, tradições e aspectos sociais relevantes de Moçambique, proporcionando uma plataforma visual que induz a reflexão sobre importantes questões emergentes da vida quotidiana da sociedade moçambicana.

Através da sua dedicação à arte, Ukheyo promove Moçambique nos cenários artísticos nacional e internacional através de exposições e colaborações, num claro contributo para incrementar o reconhecimento e o apreço pela arte moçambicana em todo o mundo.

O valioso contributo de Ukheyo no domínio das artes não só perpetua uma tradição rica e vibrante, mas também se traduz num impactante veículo de educação, inovação e desenvolvimento cultural e social. A obra deste grande mestre vai muito além da estética, aflorando aspectos fundamentais da cultura e sociedade moçambicanas, e reafirmando a sua posição tanto de guardião da tradição, como de artista de vanguarda.

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