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Nyawuthi by Seimon

SKU: BT-SM-NY-PRSSMDMXV

"Nyawuthi", que significa leão de juba grande em língua Changana, é um tema original criado por Seimon e por ele executado em Batik, técnica que consiste na pintura, sobre tela de algodão, com tinta constituída por água e pigmentos cromáticos hidro-dispersíveis.

Este tema é pintado em batiks nos formatos Horizontal e Vertical, com os tamanhos Maxi, Grande e Médio e fundos branco, preto e multicolor, cujas medidas podem ser consultadas no separador Dimensões.

Para obter informaçao sobre como emoldurar o batik e sobre a sua conservação, consulte o separador Moldura e Conservação.

"Nyawuthi" é uma palavra poderosa na língua Changana, falada no sul de Moçambique, que significa "leão de juba grande". Esta palavra inspirou o tema em batik criado pelo talentoso e visionário artista moçambicano Seimon, reconhecido pela sua sensibilidade na captura das tradições e mitos de Moçambique através da pintura. O tema "Nyawuthi" retrata a majestade e o mistério deste leão lendário, cuja figura imponente e simbólica ecoa nas lendas antigas das savanas africanas.

Há muito, muito tempo, nas vastas planícies que se estendem pela região sul de Moçambique, vivia um leão cuja juba muito diferente da de qualquer outro. Chamavam-lhe Nyawuthi, o leão de juba grande, por causa da sua pelagem dourada e espessa que balançava ao sabor da brisa como as folhas de uma árvore sagrada. Diziam os anciãos que ele não era um leão comum. Nyawuthi havia sido eleito pelos espíritos da terra para proteger a savana e manter o equilíbrio entre os animais.

Segundo a lenda, Nyawuthi nasceu numa noite de lua cheia, quando as estrelas estavam alinhadas e a terra reverberava com a energia dos ancestrais. A sua mãe, uma leoa sábia e forte, recebeu uma mensagem dos deuses que lhe revelou que o seu filho traria paz e harmonia ao reino animal. Nyawuthi cresceu sob a protecção e ensinamentos dos mais velhos do bando familiar, e, desde logo, se destacou pela sua sabedoria e coragem.

À medida que o tempo passava, Nyawuthi tornou-se o líder incontestado da savana. Justo, feroz e protector, guiava os leões e outros animais com grande astúcia, não caçando por crueldade, mas por necessidade, e sempre com o consentimento dos espíritos da floresta. Dizia-se então que, ao rugir, as árvores e o vento se curvavam em respeito, e as estrelas brilhavam mais forte no céu.

Um dia, o reino de Nyawuthi foi ameaçado por uma seca severa, e os rios que alimentavam a terra começaram a secar. Os animais começaram a definhar, temendo pela sua sobrevivência. Mas Nyawuthi, com a sua juba reluzente ao pôr do sol, decidiu buscar a ajuda dos deuses. Viajando para a montanha sagrada, por lá passou sete noites em vigília, sem comer nem beber, suplicando aos deuses a salvação do seu reino.

Na última noite, os céus abriram-se e uma chuvada torrencial começou a cair, restaurando a vida às planícies sequiosas. Nyawuthi foi então reverenciado como um herói, não apenas pelos leões, mas por todos os animais da savana passando a sua lenda de geração em geração, como um símbolo de força, liderança e equilíbrio.

Inspirado por essa lenda fantástica, Seimon criou o tema "Nyawuthi" em batik, em que retrata o leão de juba grande em toda a sua glória. Através de fundos monocromáticos em preto ou branco, Seimon pinta Nyawuthi com um realismo impressionante, capturando a imponência do leão e a serenidade do seu espírito protector. A opção por uma abordagem minimalista reflecte o respeito pela grandiosidade do leão, como se a própria escuridão ou luz envolvessem o rei da savana.

O batik de Seimon não é apenas uma representação visual, mas também uma homenagem ao valor simbólico que o leão detém na cultura moçambicana. Nyawuthi, com a sua juba majestosa, representa a liderança, a vigilância e a prudência necessárias para enfrentar os desafios da vida, seja na sociedade ou na natureza.

A lenda de Nyawuthi, o leão de juba grande, continuará a viver nas obras de Seimon, perpetuando a conexão entre a arte e o misticismo da terra moçambicana.

A tabela abaixo informa os diversos Tamanhos, Formatos e Medidas com que, tradicionalmente, os artistas executam os batiques, sendo que as medidas apresentadas são aproximadas e meramente indicativas, dado tratar-se de obras com carácter artesanal.


Tamanho

Formato Horizontal

(A) Altura - até:

Formato Horizontal

(L) Largura - até:

Formato Vertical

(A) Altura - até:

Formato Vertical

(L) Largura - até:

MAXI 90 cm 120 cm 120 cm 90 cm
GRANDE 75 cm 100 cm 100 cm 75 cm
MÉDIO 50 cm 75 cm 75 cm 50 cm
QUADRADO 33 cm 40 cm 40 cm 33 cm
ESTREITO n/a n/a 60 cm 20 cm

         NOTAS:

         1- n/a - não aplicável (o tamanho "Estreito" não é executado pelos artistas no formato horizontal);

         2-  Estas medidas não se aplicam às obras do artista Rungo, para saber mais consultar a página do artista.

 

Emoldurar o seu batik

Os batiks são vendidos pelo preço indicado, sem moldura.

O batik pode ser montado em bastidor e instalado em moldura de caixa americana, ou entre vidros com moldura de caixa normal. Neste caso, o vidro de trás deve ser vidro normal, e o vidro da frente, vidro anti-reflexo.

Antes da montagem, o batik deve ser passado a ferro sem vapor e com temperatura média-baixa. Para o efeito, há que considerar que, devido ao processo de elaboração, o batik se encontra impregnado com cera de velas, o que protege a cor, pelo que, para o passar a ferro, o mesmo deve ser colocado entre duas folhas de papel vegetal ou papel caqui (ou kraft), não devendo o ferro contactar directamente a tela. O batik, que em caso algum deve ser dobrado para não ficar com marcas de vincos, deve ser enrolado entre duas folhas de papel depois de passado a ferro, e emoldurado o mais brevemente possível.

É importante ter em conta que o batik tem as faces do direito e do avesso, pelo que se deve reparar na assinatura do autor (normalmente junto a um dos cantos inferiores), a qual identifica a face do direito do batik, que, no processo de montagem, deve ser colocada virada para a frente, ou seja, para o observador.

A moldura pode ser em madeira pintada, alumínio lacado ou outro material, de acordo com o gosto do Cliente, tal como a sua cor e a forma do seu perfil, sugerindo-se, para um melhor resultado, a opção por uma moldura com perfil rectangular nas cores preto mate, dourado ou prateado.

Para optimizar o aspecto final do conjunto, poderá optar-se pela montagem do batik de acordo com o estilo tradicional, em que o perfil da moldura, em madeira não texturada na cor “preto mate”, se apresenta com secção rectangular.

 

Montagem em Moldura de Caixa Americana

AA montagem é feita sem vidro, sendo, talvez, a possibilidade de montagem que mais coloca em evidência a beleza do batik. Deve guardar-se uma distância de 10 a20 mm entre a face interna da moldura de caixa americana e o limite do bastidor com a tela montada, podendo optar-se por uma de três cores - preto mate, dourado ou prateado ou outras - de acordo com as cores presentes no batik e o gosto pessoal do Cliente, conforme imagem abaixo.

 

  

Montagem entre Vidros

Na imagem abaixo, o espaço branco em torno do batik representa a zona translúcida (permitindo ver a parede) entre o limite exterior do batik e o limite interior da moldura, devendo a largura dessa zona translúcida ser adequada ao tamanho do batique, conforme se sugere na tabela abaixo.

 

Moldura

Aspecto de batik colocado em parede branca

 

 

Em qualquer caso, o perfil da moldura deve ser adequadamente dimensionado de modo a suportar o peso do conjunto, sugerindo-se, na tabela abaixo, e a título indicativo, medidas do perfil de acordo com os diversos formatos e dimensões de batik.

 

Tamanhos dos batiks

Medidas aproximadas dos batiks

(em cm)

Largura do perfil da moldura

(em mm)

Espessura do perfil da moldura

(em mm)

Medida entre o batik e a moldura

(em mm)

   MAXI     80 x 120 (ou 90 x 120) 40 45 60
   GRANDE     75 x 100 40 45 60
   MÉDIO     50 x 75 40 20 50
   QUADRADO     20 x 60 20 16 30
   ESTREITO     33 x 40 20 16 30

  

Caso pretenda o seu batik emoldurado, contacte o nosso serviço de Apoio ao Cliente, podendo fazê-lo através do número (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional, ou por email para info@mozart.pt (nota: o serviço de montagem de batiks é executado sob consulta e pré pagamento, estando a modalidade de montagem entre vidros disponível apenas em Portugal).

 

Conservação

Cada batik é uma obra de arte única e irrepetível, pintada com tinta hidro-dispersível pelo que não pode, em caso algum, ser lavado (à mão ou na máquina), molhado, limpo a seco ou com espumas de limpeza, sob pena de danos irreversíveis e irreparáveis.

Para manter a vivacidade das cores e o óptimo aspecto do batik, deve evitar-se a sua exposição à luz directa do sol.

SEIMON

 

O Artista

Seimon Messias, artista moçambicano e pintor de batiks, é, apesar da sua juventude, um dos grandes mestres de sempre na antiga e espetacular arte de pintura sobre tela de algodão designada técnica "Batik". Não obstante cada artista pintar com o seu próprio "traço" - o que na gíria desses artistas se refere ao "estilo" - Seimon é, nessa perspectiva, verdadeiramente único, na medida em que se destaca por possuir um "traço" marcante e inimitável, características que se projectam na sua obra genial.

Poderia dizer-se que a obra de Seimon - de rara beleza, aiás - é uma expressão muito singela da arte batik, com a tónica em lindos bustos femininos e, também, nos Big Five, os cinco animais selvagens de grande porte que têm por habitat as savanas de Moçambique.

De notar que o fundo das suas obras tanto se apresenta tão escuro como o é a negritude das noites africanas, como se mostra claro, luminoso e colorido como um dia quente do Verão em Moçambique, sendo as imagens, de beleza ímpar, sabiamente construídas num turbilhão de côr.

Em determinado momento da sua vida, Seimon, pessoa discreta, sociável e inteligente, apaixonou-se de tal forma pela arte da pintura com técnica batik que, então aluno de Arquitectura na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, decidiu abandonar os estudos e a promissora carreira como Arquitecto, que o esperava, para se dedicar, de corpo e alma, à sua arte.

A obra de Seimon é, sem dúvida, verdadeiramente notável e digna de ser preservada para a posteridade, kanimambo pela dádiva de beleza e criatividade que, com cada obra, brindas o Mundo!

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