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Nossa Senhora de pé em Sândalo Méd.

SKU: EC-AR-NSRA-P-SD-MD

A estatueta "Nossa Senhora de pé", em Sândalo (Spirostachys africana), é uma criação sublime do mestre escultor moçambicano Alfredo Rajabo, conhecido pela sua abordagem artística única e pela preocupação com a sustentabilidade ambiental. A obra retrata Nossa Senhora de mãos postas, a rezar, expressando um equilíbrio entre a simplicidade da forma e a complexidade emocional, típica das interpretações religiosas.

A madeira utilizada por Alfredo Rajabo é proveniente de sobras de madeira provenientes de serrações que, em Moçambique, laboram legalmente. Este cuidado na escolha da matéria-prima reflecte o compromisso do artista com a preservação ambiental, evitando a exploração excessiva de recursos naturais. Além disso, Rajabo promove práticas artesanais sustentáveis, sensibilizando para a importância da conservação das espécies florestais.

A escultura, que mede aproximadamente 21 cm de altura, é uma obra de profunda espiritualidade e requinte artístico, simbolizando não apenas a beleza estética, mas também a conexão entre o divino e o terreno. Esta peça é um exemplo perfeito de como a arte pode unir tradição, inovação e consciência ecológica.

A "Nossa Senhora de pé" de Alfredo Rajabo não é apenas uma obra decorativa, mas um testemunho da rica herança cultural moçambicana e da responsabilidade ambiental que inspira a sua criação.

As espécies vegetais como o Sândalo - madeira (Spirostachys africana), Mafurreira - raiz (Trichilia emetica), Palmeira de Leque - palha (Hyphaene coriacea), Acácia Amarela - sementes (Vachellia farnesiana), Carvalho Rubro - sementes (Quercus robur), Pinheiro do Paraná - sementes (Araucaria angustifolia), Capim Lágrima de Jó - sementes (Coix lachrima jobi) e Coqueiro - fruto (Cocus nucifera) são espécies não incluídas em qualquer dos Apêndices da Convenção CITES, e, portante, isentas de Licença de Importação.

Os produtos executados com estas matérias vegetais, que apresentamos neste website, foram importados de Moçambique e são comercializados pela Wizeni - Business Management, Lda nos termos da Declaração de Isenção n.º 24PTLX01314D, emitida em 24-10-2024 pela Divisão de Aplicação de Normativos do ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, I.P., que, em Portugal, exerce as funções de Autoridade Administrativa CITES, no âmbito  dos compromissos assumidos pela República Portuguesa enquanto signatária da Convenção CITES.

Para efeitos do estatuído na Convenção CITES, a Wizeni - Business Management, Lda, NIPC 517698501, encontra-se devidamente registada na Autoridade Admnistrativa CITES, em Portugal, nos termos do disposto na Portaria 85/2018, de 27 de Março, tendo-lhe sido atribuído o número de registo 24PT0346T.

As matérias vegetais com que são produzidos alguns artigos, designqadamente as peças de madeira exótica, como Pau Preto (Dalbergia melanoxylon) e Sândalo (Spirostachys africana), e as peças em palha de Palmeira de Leque (Hyphaene coriacea) exigem cuidados especiais para preservar a sua beleza natural e durabilidade ao longo do tempo. Estas madeiras são densas e valiosas, sendo frequentemente utilizadas na criação de esculturas, estatuetas e outros objetos decorativos, que, com o devido cuidado, podem manter a sua beleza e qualidade por gerações.

Cuidados Gerais

Nunca lave ou molhe as peças de madeira ou palha. A exposição à água ou a ambientes húmidos pode causar deformações, manchas ou até rachadelas na madeira, e o apodrecimento da palha. É crucial manter as obras em locais secos e afastados de fontes de humidade, como cozinhas ou casas de banho.

Protejas as peças da exposição à Luz Solar Directa. A luz solar direta pode desbotar a madeira e comprometer o seu acabamento. Sempre que possível, exponha as peças em locais com luz indireta.

Nota: A madeira de Mafurreira (Trichylia emetica), bem como palha de Palmeira de Leque (Hyphaene coriacea) são muitíssimo mais frágeis do que as demais matérias vegetais, sendo muito importante notar que a água ou a humidade excessiva podem destruir irremediavelmente as peças executadas nestas matérias.

Manutenção Regular das madeiras

Anualmente, aplique uma camada fina de pomada de engraxar sapatos para proteger e reavivar a cor da madeira.

  • Pau Preto: Use graxa na cor preta.
  • Sândalo: Use graxa na cor castanha.
  • Mafurreira: Use graxa transparente.

Após a aplicação da graxa, deixe-a secar completamente.
Depois, escove suavemente com uma escova de sapatos de cerdas macias, para remover o excesso de graxa e dar algum lustro. 
Finalize passando vigorosamente um pano de flanela em toda a superfície da peça, para para dar lustro e obter um brilho elegante.

Nota importante: No caso de objectos em Mafurreira, deve sempre usar uma flanela e uma escova novas ou que nunca tenham sido utilizadas com graxas de cor escura.

Manutenção Regular da palha

Anualmente, e sempre no Verão, é conveniente aspirar os cestos de palha, procedendo-se à sua limpesa passando uma esponja levemente humedecida (bem espremida) por toda a superfície. Deixar secar à sombra durante 24 horas, aplicando depois, com um pano suave e em toda a superfície, óleo incolor de restauraçáo de móveis. O pano deve estar apenas levemente impregnado com o referido produto, deixando-se secar por mais 24 horas antes da reutilização.

Benefícios da Manutenção

Estes cuidados, se feitos com regularidade, ajudam a preservar a cor natural e o acabamento da madeira e da palha, mantendo as peças protegidas contra o desgaste causado pelo tempo e as condições ambientais. Além disso, realçam as características únicas das madeiras exóticas, como a textura e o grão.

Seguir estes passos simples, mas essenciais, garantirá que as peças de madeira exótica e a palha permaneçam não apenas como elementos decorativos, mas também como um património duradouro de valor artístico e cultural.

 

 

O Artista


Alfredo Começar Rajabo, que usa o nome artístico "Rajabo", é um mestre escultor moçambicano amplamente reconhecido pelo seu estilo único e pela preocupação ambiental que permeia o seu trabalho. Natural de uma pequena aldeia da província de Inhambane, Rajabo cresceu num ambiente em que a madeira era não apenas uma matéria-prima essencial, mas também um símbolo de conexão espiritual e cultural com a terra. Desde cedo, mostrou uma aptidão natural para a arte, transformando pedaços de madeira descartada em obras que despertavam admiração entre os membros da sua comunidade.

O trabalho de Rajabo destaca-se pela utilização de Pau Preto (Dalbergia melanoxylon), uma madeira exótica e valorizada pela sua durabilidade e beleza. No entanto, o que realmente distingue a sua técnica é a forma como utiliza a transição natural entre o borne (a camada externa, de tom amarelado) e o cerne (o núcleo escuro). Essa abordagem confere às suas obras um contraste natural, realçando as formas esculpidas e dando uma dimensão visual rica às suas peças. Uma das suas obras mais emblemáticas, a escultura "Nossa Senhora c/ Menino", exemplifica essa técnica com perfeição, onde o cerne escuro dá vida à figura central, que se destaca do borne claro como um fundo luminoso.

Rajabo esdtá  profundamente comprometido com a sustentabilidade ambiental, utilizando exclusivamente materiais provenientes de sobras de serrações que operam legalmente em Moçambique, e, também, madeira de árvores que tombaram naturalmente devido à idade ou a fenómenos climáticos, como ciclones. Essa prática não só minimiza o impacto ambiental, mas também reflecte o respeito do artista pela Natureza, filosofia que incorpora em cada obra. para além disso, Rajabo tem incentivado outros artesãos locais a adoptarem métodos sustentáveis, ajudando a promover uma conscialização ecológica na comunidade artística de Moçambique.

Entre as suas criações mais notáveis estão peças com um cariz religioso e cultural, que capturam a espiritualidade e o quotidiano do povo moçambicano. Esculturas como "Nossa Senhora c/ Menino" e "Sagrada Famíla", entre outras, são celebradas não apenas pela sua maestria técnica, mas também pelo simbolismo profundo que emanam. Rajabo é amplamente respeitado tanto dentro como fora de Moçambique, com algumas das suas obras integtrando colecções particulares de relevo.

A obra de Alfredo Começar Rajabo constitui uma ponte entre a tradição e a modernidade, estando ancorada na rica herança cultural moçambicana e no desiderato de preservar os recursos naturais para as gerações futuras. Rajabo é muito mais do que um escultor: é um contador de histórias que utiliza a madeira como meio para expressar a ligação intrínseca entre a humanidade e o ambiente, deixando um legado de beleza e consciência ecológica, que tanto inspira os artistas, como admiradores da sua obra.