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Mubasopi by Seimon

SKU: BT-SM-MB-PRSSMDMXV

"Mubasopi", que significa búfalo líder da manada em língua Changana, é um tema original criado por Seimon e por ele executado em Batik, técnica que consiste na pintura, sobre tela de algodão, com tinta constituída por água e pigmentos cromáticos hidro-dispersíveis.

Este tema é pintado em batiks nos formatos Horizontal e Vertical, com os tamanhos Maxi, Grande e Médio e fundos branco, preto e multicolor, cujas medidas podem ser consultadas no separador Dimensões.

Para obter informaçao sobre como emoldurar o batik e sobre a sua conservação, consulte o separador Moldura e Conservação.

O tema "Mubasopi", imortalizado em batik pelo talentoso artista moçambicano Seimon, destaca-se no universo da pintura como uma obra única e profundamente evocativa. Seimon, conhecido pela sua abordagem singular e realista, é o único artista a retratar esta poderosa metáfora da vigilância e protecção através da figura emblemática do búfalo líder sempre atento ou mubasopi, palavra que, em língua Changana da provícia de Gaza, significa Vigilante. Através da sua arte, o batique transcende a mera expressão artística para se tornar uma profunda reflexão sobre a vida e os desafios da existência, tanto na Natureza como na sociedade humana.

Nos batiks de Seimon, o búfalo é retratado com um impressionante realismo, capturando cada detalhe da sua majestosa figura. Diferente da maioria dos batiks, em que predominam as cores vibrantes, "Mubasopi" é pintado sobre fundos monocromáticos de preto ou branco, destacando a figura do búfalo em contraste absoluto. Este realismo não só reforça o poder físico do animal como também enfatiza o simbolismo da sua presença: o búfalo não é apenas um ser imponente da savana africana, mas sim um líder vigilante, sempre atento aos perigos à sua volta, especialmente ao mais feroz dos predadores, o leão.

A opção de Seimon por fundos pretos ou brancos não é meramente estética, mas carregada de um profundo significado. O fundo negro sugere a escuridão da noite, o momento mais perigoso e desafiador para a manada, quando o líder assume a sua responsabilidade máxima de proteger. Por outro lado, o fundo branco simboliza o dia, em que uma nova aurora vem acompanhada da esperança de mais um dia, em que a vigilância não pode ser abandonada. O contraste entre a luz e a escuridão reflecte a dualidade da vida — a luta constante entre a segurança e o perigo, entre a calma e a tensão, entre a vida e a morte.

Seimon incorpora essas ideias nos seus batiks de uma maneira que transcende o próprio simbolismo animal. "Mubasopi" não se limita à figura vigilante do búfalo, mas projecta-se para o mundo humano, onde o papel da vigilância e protecção é igualmente essencial. O búfalo líder da manada torna-se um reflexo dos líderes humanos que, tal como o animal, precisam estar sempre alerta para guiar e proteger as suas comunidades dos perigos e desafios sempre presentes. A figura do búfalo, com a sua força e poder, é, também, uma chamada de atenção para a importância da prudência e sabedoria nas escolhas quotidianas, necessárias à superação dos obstáculos e perigos, tanto na sociedade quanto na Natureza.

A obra de Seimon, em que se destaca o tema "Mubasopi" é, pois, uma celebração dessa vigília constante, da liderança responsável e da protecção mútua. Nos seus batiks, o búfalo assume o papel de um símbolo universal da prudência, da força e da resiliência, características necessárias para enfrentar os desafios que a vida nos coloca. Através do seu traço único, Seimon convida-nos a reflectir sobre a importância da vigilância e da capacidade para discernir os perigos, qualidades essenciais para a sobrevivência e bem-estar.

Por outro lado, o tema "Mubasopi", pintado por Seimon, é uma homenagem à conexão intrínseca entre o Homem e a Natureza. A figura do búfalo, pintada de forma realista e imponente, assume-se como uma representação da harmonia que deve existir entre o ser humano e o mundo natural. Cada batique é, pois, uma ode à coexistência e à interdependência de todas as criaturas da Terra, enfatizando a importância do respeito pela Natureza e pelas lições que ela nos proporciona sobre liderança, protecção e resiliência.

Assim, mais do que um tema artístico, "Mubasopi" é uma metáfora para a vida, um apelo à vigilância e à protecção, não apenas nos domínios da Natureza, mas também nos desafios diários que enfrentamos como indivíduos e como sociedade. E, através da genialidade de Seimon, essa mensagem é perpetuada e celebrada, eternizando-se, em cada batik, a sabedoria ancestral moçambicana.

A tabela abaixo informa os diversos Tamanhos, Formatos e Medidas com que, tradicionalmente, os artistas executam os batiques, sendo que as medidas apresentadas são aproximadas e meramente indicativas, dado tratar-se de obras com carácter artesanal.


Tamanho

Formato Horizontal

(A) Altura - até:

Formato Horizontal

(L) Largura - até:

Formato Vertical

(A) Altura - até:

Formato Vertical

(L) Largura - até:

MAXI 90 cm 120 cm 120 cm 90 cm
GRANDE 75 cm 100 cm 100 cm 75 cm
MÉDIO 50 cm 75 cm 75 cm 50 cm
QUADRADO 33 cm 40 cm 40 cm 33 cm
ESTREITO n/a n/a 60 cm 20 cm

         NOTAS:

         1- n/a - não aplicável (o tamanho "Estreito" não é executado pelos artistas no formato horizontal);

         2-  Estas medidas não se aplicam às obras do artista Rungo, para saber mais consultar a página do artista.

 

Emoldurar o seu batik

Os batiks são vendidos pelo preço indicado, sem moldura.

O batik pode ser montado em bastidor e instalado em moldura de caixa americana, ou entre vidros com moldura de caixa normal. Neste caso, o vidro de trás deve ser vidro normal, e o vidro da frente, vidro anti-reflexo.

Antes da montagem, o batik deve ser passado a ferro sem vapor e com temperatura média-baixa. Para o efeito, há que considerar que, devido ao processo de elaboração, o batik se encontra impregnado com cera de velas, o que protege a cor, pelo que, para o passar a ferro, o mesmo deve ser colocado entre duas folhas de papel vegetal ou papel caqui (ou kraft), não devendo o ferro contactar directamente a tela. O batik, que em caso algum deve ser dobrado para não ficar com marcas de vincos, deve ser enrolado entre duas folhas de papel depois de passado a ferro, e emoldurado o mais brevemente possível.

É importante ter em conta que o batik tem as faces do direito e do avesso, pelo que se deve reparar na assinatura do autor (normalmente junto a um dos cantos inferiores), a qual identifica a face do direito do batik, que, no processo de montagem, deve ser colocada virada para a frente, ou seja, para o observador.

A moldura pode ser em madeira pintada, alumínio lacado ou outro material, de acordo com o gosto do Cliente, tal como a sua cor e a forma do seu perfil, sugerindo-se, para um melhor resultado, a opção por uma moldura com perfil rectangular nas cores preto mate, dourado ou prateado.

Para optimizar o aspecto final do conjunto, poderá optar-se pela montagem do batik de acordo com o estilo tradicional, em que o perfil da moldura, em madeira não texturada na cor “preto mate”, se apresenta com secção rectangular.

 

Montagem em Moldura de Caixa Americana

AA montagem é feita sem vidro, sendo, talvez, a possibilidade de montagem que mais coloca em evidência a beleza do batik. Deve guardar-se uma distância de 10 a20 mm entre a face interna da moldura de caixa americana e o limite do bastidor com a tela montada, podendo optar-se por uma de três cores - preto mate, dourado ou prateado ou outras - de acordo com as cores presentes no batik e o gosto pessoal do Cliente, conforme imagem abaixo.

 

  

Montagem entre Vidros

Na imagem abaixo, o espaço branco em torno do batik representa a zona translúcida (permitindo ver a parede) entre o limite exterior do batik e o limite interior da moldura, devendo a largura dessa zona translúcida ser adequada ao tamanho do batique, conforme se sugere na tabela abaixo.

 

Moldura

Aspecto de batik colocado em parede branca

 

 

Em qualquer caso, o perfil da moldura deve ser adequadamente dimensionado de modo a suportar o peso do conjunto, sugerindo-se, na tabela abaixo, e a título indicativo, medidas do perfil de acordo com os diversos formatos e dimensões de batik.

 

Tamanhos dos batiks

Medidas aproximadas dos batiks

(em cm)

Largura do perfil da moldura

(em mm)

Espessura do perfil da moldura

(em mm)

Medida entre o batik e a moldura

(em mm)

   MAXI     80 x 120 (ou 90 x 120) 40 45 60
   GRANDE     75 x 100 40 45 60
   MÉDIO     50 x 75 40 20 50
   QUADRADO     20 x 60 20 16 30
   ESTREITO     33 x 40 20 16 30

  

Caso pretenda o seu batik emoldurado, contacte o nosso serviço de Apoio ao Cliente, podendo fazê-lo através do número (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional, ou por email para info@mozart.pt (nota: o serviço de montagem de batiks é executado sob consulta e pré pagamento, estando a modalidade de montagem entre vidros disponível apenas em Portugal).

 

Conservação

Cada batik é uma obra de arte única e irrepetível, pintada com tinta hidro-dispersível pelo que não pode, em caso algum, ser lavado (à mão ou na máquina), molhado, limpo a seco ou com espumas de limpeza, sob pena de danos irreversíveis e irreparáveis.

Para manter a vivacidade das cores e o óptimo aspecto do batik, deve evitar-se a sua exposição à luz directa do sol.

SEIMON

 

O Artista

Seimon Messias, artista moçambicano e pintor de batiks, é, apesar da sua juventude, um dos grandes mestres de sempre na antiga e espetacular arte de pintura sobre tela de algodão designada técnica "Batik". Não obstante cada artista pintar com o seu próprio "traço" - o que na gíria desses artistas se refere ao "estilo" - Seimon é, nessa perspectiva, verdadeiramente único, na medida em que se destaca por possuir um "traço" marcante e inimitável, características que se projectam na sua obra genial.

Poderia dizer-se que a obra de Seimon - de rara beleza, aiás - é uma expressão muito singela da arte batik, com a tónica em lindos bustos femininos e, também, nos Big Five, os cinco animais selvagens de grande porte que têm por habitat as savanas de Moçambique.

De notar que o fundo das suas obras tanto se apresenta tão escuro como o é a negritude das noites africanas, como se mostra claro, luminoso e colorido como um dia quente do Verão em Moçambique, sendo as imagens, de beleza ímpar, sabiamente construídas num turbilhão de côr.

Em determinado momento da sua vida, Seimon, pessoa discreta, sociável e inteligente, apaixonou-se de tal forma pela arte da pintura com técnica batik que, então aluno de Arquitectura na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, decidiu abandonar os estudos e a promissora carreira como Arquitecto, que o esperava, para se dedicar, de corpo e alma, à sua arte.

A obra de Seimon é, sem dúvida, verdadeiramente notável e digna de ser preservada para a posteridade, kanimambo pela dádiva de beleza e criatividade que, com cada obra, brindas o Mundo!

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