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Galinhas do Mato by Miguel

SKU: BT-MG-GM-BRQMPRGRV

O tema "Galinhas do Mato" é executado por Miguel em Batik, técnica que consiste na pintura, sobre tela de algodão, com tinta constituída por água e pigmentos cromáticos hidro-dispersíveis.

Este tema é pintado em batiks nos formatos Horizontal e Vertical, com os tamanhos Maxi, Grande e Médio e fundos branco, azul, amarelo e preto, cujas medidas podem ser consultadas no separador Dimensões.

Para obter informaçao sobre como emoldurar o batik e sobre a sua conservação, consulte o separador Moldura e Conservação.

O tema "Galinhas do Mato" é uma representação fascinante e pitoresca na arte do batik moçambicano. Este tema captura a essência da vida rural e a conexão íntima entre as pessoas e a natureza, reflectindo aspectos importantes da cultura e do quotidiano de Moçambique.

As galinhas do mato são frequentemente avistadas nas aldeias e zonas rurais de Moçambique. Elas simbolizam a vida rural, a auto-suficiência e a ligação das comunidades com a natureza. A presença dessas aves no batik remete para um estilo de vida simples e autêntico, em que a criação de animais e a agricultura se afiguram fundamentais para a subsistência.

Para além da representação da vida rural, as galinhas do mato também podem ser vistas como um símbolo de prosperidade e fartura. Na cultura moçambicana, possuir galinhas é sinal de riqueza e segurança alimentar. Elas são uma fonte de ovos e carne, contribuindo significativamente para a dieta das famílias.

Nos batiks que apresentam o tema "Galinhas do Mato", é comum encontrar fundos de cor simples. Estes fundos são frequentemente monocromáticos, utilizando cores como branco, azul, verde e amarelo para criar um contraste nítido com as figuras das galinhas. A simplicidade do fundo permite que as galinhas se destaquem, capturando imediatamente a atenção do espectador. A cor do fundo também pode influenciar a atmosfera da obra, evocando sentimentos de serenidade, vitalidade ou calor.

Uma curiosa variante na representação das "Galinhas do Mato" em batik é a inclusão de uma coluna formada por pequenos quadrados ou rectângulos na área lateral do fundo colorido, a qual adiciona uma camada extra de complexidade e interesse visual à obra. Cada quadrado ou rectângulo pode conter diferentes padrões, cores ou pequenas cenas de pessoas, animais ou objectos, complementando a imagem principal e oferecendo um contraste dinâmico com o fundo de cor simples. Esta técnica permite que o artista brinque com a composição complexificando a narrativa visual, enriquecendo a história contada pelo batik.

A técnica "Batik" é perfeita para captar os detalhes e padrões das galinhas do mato. Utilizando cera e tinta, os artistas podem criar texturas intrincadas nas penas das aves, bem como nas paisagens circundantes. As galinhas são muitas vezes retratadas em diferentes poses – ciscando, empoleiradas, ou deambulando – o que adiciona dinamismo e vida à obra.

As cores são usadas de forma vibrante e expressiva, tanto nas galinhas como nos fundos. As aves podem ser representadas em tons naturais de cinzento acastanhado, branco e preto, ou em cores mais estilizadas e vibrantes, dependendo do traço único de cada artista. O contraste entre as cores das galinhas e o fundo realça a beleza das aves e a técnica virtuosa do artista.

Ao retratar o tema "Galinhas do Mato" em batik, os artistas moçambicanos celebram e valorizam a cultura local, na medida em que documentam um aspecto importante da vida rural e, desse modo, destacam a importância das tradições e práticas silvestres que sustentam muitas comunidades. Estas obras têm, também, um papel pedagógico, incrementando a tomada de consciência relativamente à vida nas imensidão das áreas rurais, e à importância da agricultura e da criação de animais na economia e na cultura moçambicana. Assim, as obras elaboradas no âmbito desta temática podem inspirar uma maior valorização e respeito pelas práticas tradicionais e pela Natureza.

O tema "Galinhas do Mato", pintado em batik, é uma celebração vibrante e detalhada da vida rural e das tradições moçambicanas. Através de fundos de cor simples ou com colunas de quadrados na lateral, os artistas capturam a essência e a beleza destas aves e o seu significado cultural. As obras resultantes da sua criatividade não se limitam apenas a fins estéticos e decorativos, mas também educam e inspiram, promovendo uma maior compreensão e valorização da cultura e do quotidiano rural em Moçambique.

A tabela abaixo informa os diversos Tamanhos, Formatos e Medidas com que, tradicionalmente, os artistas executam os batiques, sendo que as medidas apresentadas são aproximadas e meramente indicativas, dado tratar-se de obras com carácter artesanal.


Tamanho

Formato Horizontal

(A) Altura - até:

Formato Horizontal

(L) Largura - até:

Formato Vertical

(A) Altura - até:

Formato Vertical

(L) Largura - até:

MAXI 90 cm 120 cm 120 cm 90 cm
GRANDE 75 cm 100 cm 100 cm 75 cm
MÉDIO 50 cm 75 cm 75 cm 50 cm
QUADRADO 33 cm 40 cm 40 cm 33 cm
ESTREITO n/a n/a 60 cm 20 cm

         NOTAS:

         1- n/a - não aplicável (o tamanho "Estreito" não é executado pelos artistas no formato horizontal);

         2-  Estas medidas não se aplicam às obras do artista Rungo, para saber mais consultar a página do artista.

 

Emoldurar o seu batik

Os batiks são vendidos pelo preço indicado, sem moldura.

O batik pode ser montado em bastidor e instalado em moldura de caixa americana, ou entre vidros com moldura de caixa normal. Neste caso, o vidro de trás deve ser vidro normal, e o vidro da frente, vidro anti-reflexo.

Antes da montagem, o batik deve ser passado a ferro sem vapor e com temperatura média-baixa. Para o efeito, há que considerar que, devido ao processo de elaboração, o batik se encontra impregnado com cera de velas, o que protege a cor, pelo que, para o passar a ferro, o mesmo deve ser colocado entre duas folhas de papel vegetal ou papel caqui (ou kraft), não devendo o ferro contactar directamente a tela. O batik, que em caso algum deve ser dobrado para não ficar com marcas de vincos, deve ser enrolado entre duas folhas de papel depois de passado a ferro, e emoldurado o mais brevemente possível.

É importante ter em conta que o batik tem as faces do direito e do avesso, pelo que se deve reparar na assinatura do autor (normalmente junto a um dos cantos inferiores), a qual identifica a face do direito do batik, que, no processo de montagem, deve ser colocada virada para a frente, ou seja, para o observador.

A moldura pode ser em madeira pintada, alumínio lacado ou outro material, de acordo com o gosto do Cliente, tal como a sua cor e a forma do seu perfil, sugerindo-se, para um melhor resultado, a opção por uma moldura com perfil rectangular nas cores preto mate, dourado ou prateado.

Para optimizar o aspecto final do conjunto, poderá optar-se pela montagem do batik de acordo com o estilo tradicional, em que o perfil da moldura, em madeira não texturada na cor “preto mate”, se apresenta com secção rectangular.

 

Montagem em Moldura de Caixa Americana

AA montagem é feita sem vidro, sendo, talvez, a possibilidade de montagem que mais coloca em evidência a beleza do batik. Deve guardar-se uma distância de 10 a20 mm entre a face interna da moldura de caixa americana e o limite do bastidor com a tela montada, podendo optar-se por uma de três cores - preto mate, dourado ou prateado ou outras - de acordo com as cores presentes no batik e o gosto pessoal do Cliente, conforme imagem abaixo.

 

  

Montagem entre Vidros

Na imagem abaixo, o espaço branco em torno do batik representa a zona translúcida (permitindo ver a parede) entre o limite exterior do batik e o limite interior da moldura, devendo a largura dessa zona translúcida ser adequada ao tamanho do batique, conforme se sugere na tabela abaixo.

 

Moldura

Aspecto de batik colocado em parede branca

 

 

Em qualquer caso, o perfil da moldura deve ser adequadamente dimensionado de modo a suportar o peso do conjunto, sugerindo-se, na tabela abaixo, e a título indicativo, medidas do perfil de acordo com os diversos formatos e dimensões de batik.

 

Tamanhos dos batiks

Medidas aproximadas dos batiks

(em cm)

Largura do perfil da moldura

(em mm)

Espessura do perfil da moldura

(em mm)

Medida entre o batik e a moldura

(em mm)

   MAXI     80 x 120 (ou 90 x 120) 40 45 60
   GRANDE     75 x 100 40 45 60
   MÉDIO     50 x 75 40 20 50
   QUADRADO     20 x 60 20 16 30
   ESTREITO     33 x 40 20 16 30

  

Caso pretenda o seu batik emoldurado, contacte o nosso serviço de Apoio ao Cliente, podendo fazê-lo através do número (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional, ou por email para info@mozart.pt (nota: o serviço de montagem de batiks é executado sob consulta e pré pagamento, estando a modalidade de montagem entre vidros disponível apenas em Portugal).

 

Conservação

Cada batik é uma obra de arte única e irrepetível, pintada com tinta hidro-dispersível pelo que não pode, em caso algum, ser lavado (à mão ou na máquina), molhado, limpo a seco ou com espumas de limpeza, sob pena de danos irreversíveis e irreparáveis.

Para manter a vivacidade das cores e o óptimo aspecto do batik, deve evitar-se a sua exposição à luz directa do sol.

VET

 

O Artista

Silvestre Maguana, conhecido pelo nome artístico "VET" é um dos mais criativos artistas moçambicanos, cuja arte em batik reflecte uma profunda conexão com a cultura, tradições e crenças de Moçambique. Utilizando técnicas ancestrais e uma sensibilidade artística singular, Vet consegue captar a essência do seu povo e do seu país através das suas obras.

O batik é uma pintura em que é utilizada a técnica com o mesmo nome, que consiste na pintura em tecido com tintas constituídas por água e pigmentos hidro dispersíveis, com a sucessiva utilização de cera para isolar as pares já pintadas, de modo a criar padrões e imagens intricadas. Originária da Indonésia, esta técnica milenar foi incorporada por várias culturas africanas, incluindo a moçambicana. Vet domina esta técnica com maestria, aplicando camadas de cera e tintas em sucessão para produzir obras-primas ricas em cor e textura. As suas criações são conhecidas pela complexidade dos detalhes e pela profundidade das histórias que contam.

Moçambique é um país de imensa diversidade cultural, composto por várias tribos ou etnias, cada uma com suas próprias tradições e práticas culturais. A arte de Vet reflecte esta riqueza, incorporando elementos de diferentes grupos étnicos e as suas histórias. Vet utiliza o batik para celebrar a diversidade cultural do seu país, destacando aspectos da vida quotidiana, cerimónias tradicionais e símbolos culturais. As tradições moçambicanas são uma fonte inesgotável de inspiração para Vet, que capta a sua energia e espiritualidade através das suas obras, trazendo à vida a importância cultural e social de práticas ancestrais.

As crenças espirituais desempenham um papel crucial na vida dos moçambicanos. A ancestralidade, os espíritos da natureza e as forças sobrenaturais, que confluem em Xikwembo (o Grande Espírito ou Deus) são elementos que influenciam e modulam a obra de Vet, que utiliza símbolos e imagens que reflectem singelas crenças, criando uma conexão entre os mundos material e espiritual. As máscaras, por exemplo, são um tema frequente nos seus trabalhos, representando não apenas a identidade cultural, mas também a ligação aos espíritos ancestrais.

As máscaras são elementos centrais nas obras de Vet, carregando significados profundos e multifacetados. As imagens de máscaras são utilizadas em várias culturas moçambicanas para cerimónias rituais, danças e celebrações. Vet captura a essência dessas máscaras, explorando temas como masculinidade, feminilidade e família, máscaras essas que são obras-primas de detalhes e simbolismo, reflectindo a riqueza cultural e espiritual do seu povo.

Para além dos rituais e das crenças que convergem no tema das máscaras, Vet dedica grande parte de sua obra a aspectos relacionados com a realidade de Moçambique, abordando temas que retratam o Amor de Mãe, o Amor romântico - Lirandzu, em língua Ronga - animais mágicos, embondeiros encantados, bailarinas plenas de misticismo, entre outros relacionados com as lendas e superstições que povoam o imaginário dos moçambicanos, em representações impregnadas de cor e vitalidade que celebram a simplicidade e a beleza da vida quotidiana 

A originalidade de Vet na pintura de batiks é marcada pela mais apurada técnica de manipulação da cera e tinta para criar padrões complexos e vibrantes. Utilizando uma paleta de cores rica e variada para dar vida às suas imagens, recorre a combinações de formas abstractas e figurativas que resultam em composições visualmente impressionantes, revelando um traço poético que é, ao mesmo tempo, tradicional e inovador, pela combinação de elementos clássicos da narrativa em batik com uma surpreendente abordagem contemporânea.

Vet não é apenas um artista, sendo, outrossim, um guardião da cultura e um contador de histórias. Através da sua obra, Vet mantém vivas as tradições, crenças e práticas culturais de Moçambique, projectando a sua arte como um registo visual da identidade moçambicana, educando e inspirando tanto as gerações actuais, como as futuras.

A obra de Vet tem um impacto significativo tanto no cenário artístico quanto na sociedade moçambicana. As suas actividades enquanto artista levam a arte moçambicana a um público global, contribuindo para aumentar a visibilidade e o reconhecimento da cultura do seu país, utilizando a arte como um instrumento para promover a valorização cultural.

Vet é um artista cujo trabalho transcende a simples criação estética, fazendo a ponte entre o passado e o presente, entre a tradição e a modernidade, e, através das suas obras, ele captura a alma de Moçambique, reflectindo a sua diversidade cultural e as ricas tradições e crenças espirituais. A sua arte é uma celebração da vida, uma homenagem às raízes culturais e um convite à reflexão sobre a identidade e a herança cultural.

Importa ainda frisar que a qualidade estética e a surpreendente inspiração plasmadas nas obras de Vet incluem-no, por direito próprio, no restrito grupo de artistas moçambicanos mais inovadores e criativos da actualidade, excedendo, largamente, tudo aquilo que, por palavras, se poderia dizer da sua obra que não seja tratar-se de belíssimas peças com um elevado valor coleccionista.

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