Coruja by Seimon
SKU: BT-SM-CJ-PRSSMDMXV
"Coruja" é um tema original criado por Seimon e por ele executado em Batik, técnica que consiste na pintura, sobre tela de algodão, com tinta constituída por água e pigmentos cromáticos hidro-dispersíveis.
Este tema é pintado em batiks nos formatos Horizontal e Vertical, com os tamanhos Maxi, Grande e Médio e fundos branco, preto e multicolor, cujas medidas podem ser consultadas no separador Dimensões.
Para obter informaçao sobre como emoldurar o batik e sobre a sua conservação, consulte o separador Moldura e Conservação.
Ao pintar "Coruja" em batik, Seimon remete para o misticismo associado a esta bala ave nocturna. Segundo reza a lenda, quando a noite cai sobre a selva moçambicana, há um instante em que a floresta parece suspender a respiração. O rumor das folhas abranda, os últimos pássaros recolhem-se e, entre os troncos escuros, começa a desenhar-se uma outra realidade — uma realidade que pertence à noite, aos espíritos da floresta e aos olhos que sabem ver para além da escuridão.
É então que desperta a Coruja.
Na tradição ancestral, dizia-se que a coruja não era apenas uma ave nocturna. Era uma guardiã dos segredos da noite, capaz de atravessar com o olhar aquilo que permanecia invisível aos homens. Quando pousava silenciosamente num ramo, ninguém sabia se vinha anunciar alguma coisa ou simplesmente observar. O seu voo sem ruído parecia ligar dois mundos: o mundo dos vivos e aquele outro, misterioso, que a floresta guarda quando o sol desaparece.
Conta-se que, numa aldeia escondida entre as árvores, havia uma coruja que surgia sempre na mesma noite do ano. Ninguém sabia de onde vinha. Alguns diziam que era o espírito de um antigo contador de histórias; outros acreditavam que trazia consigo as mensagens dos antepassados. Nessa noite, os mais velhos permaneciam em silêncio, escutando o seu canto. E, quando a coruja levantava voo, acreditavam que levava consigo para o coração da floresta tudo aquilo que os homens não tinham coragem de dizer.
É essa presença misteriosa que Seimon procura capturar em Coruja. Pintada em batik, técnica profundamente ligada à expressão artística africana contemporânea, a figura surge entre fundos brancos, negros e multicolores, como se habitasse diferentes dimensões da mesma noite. O contraste entre a escuridão e a explosão de cor acentua o carácter enigmático da ave: ora criatura da sombra, ora mensageira de uma luz escondida.
A coruja de Seimon não parece simplesmente observar-nos. Interroga-nos. Os seus olhos parecem guardar uma memória antiga, anterior às palavras, enquanto o corpo permanece imóvel, concentrado, como se aguardasse o momento exacto para regressar à noite.
Talvez seja esse o verdadeiro mistério da obra: quando olhamos para a Coruja, não sabemos se somos nós que contemplamos a floresta ou se é a própria floresta que, através dos seus olhos, nos contempla.
E, algures no silêncio da noite moçambicana, a coruja continua acordada.
A tabela abaixo informa os diversos Tamanhos, Formatos e Medidas com que, tradicionalmente, os artistas executam os batiques, sendo que as medidas apresentadas são aproximadas e meramente indicativas, dado tratar-se de obras com carácter artesanal.
| Tamanho |
Formato Horizontal (A) Altura - até: |
Formato Horizontal (L) Largura - até: |
Formato Vertical (A) Altura - até: |
Formato Vertical (L) Largura - até: |
| MAXI | 90 cm | 120 cm | 120 cm | 90 cm |
| GRANDE | 75 cm | 100 cm | 100 cm | 75 cm |
| MÉDIO | 50 cm | 75 cm | 75 cm | 50 cm |
| QUADRADO | 33 cm | 40 cm | 40 cm | 33 cm |
| ESTREITO | n/a | n/a | 60 cm | 20 cm |
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NOTAS: 1- n/a - não aplicável (o tamanho "Estreito" não é executado pelos artistas no formato horizontal); 2- Estas medidas não se aplicam às obras do artista Rungo, para saber mais consultar a página do artista. |
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Emoldurar o seu batik
Os batiks são vendidos pelo preço indicado, sem moldura.
O batik pode ser montado em bastidor e instalado em moldura de caixa americana, ou entre vidros com moldura de caixa normal. Neste caso, o vidro de trás deve ser vidro normal, e o vidro da frente, vidro anti-reflexo.
Antes da montagem, o batik deve ser passado a ferro sem vapor e com temperatura média-baixa. Para o efeito, há que considerar que, devido ao processo de elaboração, o batik se encontra impregnado com cera de velas, o que protege a cor, pelo que, para o passar a ferro, o mesmo deve ser colocado entre duas folhas de papel vegetal ou papel caqui (ou kraft), não devendo o ferro contactar directamente a tela. O batik, que em caso algum deve ser dobrado para não ficar com marcas de vincos, deve ser enrolado entre duas folhas de papel depois de passado a ferro, e emoldurado o mais brevemente possível.
É importante ter em conta que o batik tem as faces do direito e do avesso, pelo que se deve reparar na assinatura do autor (normalmente junto a um dos cantos inferiores), a qual identifica a face do direito do batik, que, no processo de montagem, deve ser colocada virada para a frente, ou seja, para o observador.
A moldura pode ser em madeira pintada, alumínio lacado ou outro material, de acordo com o gosto do Cliente, tal como a sua cor e a forma do seu perfil, sugerindo-se, para um melhor resultado, a opção por uma moldura com perfil rectangular nas cores preto mate, dourado ou prateado.
Para optimizar o aspecto final do conjunto, poderá optar-se pela montagem do batik de acordo com o estilo tradicional, em que o perfil da moldura, em madeira não texturada na cor “preto mate”, se apresenta com secção rectangular.
Montagem em Moldura de Caixa Americana
AA montagem é feita sem vidro, sendo, talvez, a possibilidade de montagem que mais coloca em evidência a beleza do batik. Deve guardar-se uma distância de 10 a20 mm entre a face interna da moldura de caixa americana e o limite do bastidor com a tela montada, podendo optar-se por uma de três cores - preto mate, dourado ou prateado ou outras - de acordo com as cores presentes no batik e o gosto pessoal do Cliente, conforme imagem abaixo.

Montagem entre Vidros
Na imagem abaixo, o espaço branco em torno do batik representa a zona translúcida (permitindo ver a parede) entre o limite exterior do batik e o limite interior da moldura, devendo a largura dessa zona translúcida ser adequada ao tamanho do batique, conforme se sugere na tabela abaixo.

Aspecto de batik colocado em parede branca
Em qualquer caso, o perfil da moldura deve ser adequadamente dimensionado de modo a suportar o peso do conjunto, sugerindo-se, na tabela abaixo, e a título indicativo, medidas do perfil de acordo com os diversos formatos e dimensões de batik.
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Tamanhos dos batiks |
Medidas aproximadas dos batiks (em cm) |
Largura do perfil da moldura (em mm) |
Espessura do perfil da moldura (em mm) |
Medida entre o batik e a moldura (em mm) |
| MAXI | 80 x 120 (ou 90 x 120) | 40 | 45 | 60 |
| GRANDE | 75 x 100 | 40 | 45 | 60 |
| MÉDIO | 50 x 75 | 40 | 20 | 50 |
| QUADRADO | 20 x 60 | 20 | 16 | 30 |
| ESTREITO | 33 x 40 | 20 | 16 | 30 |
Caso pretenda o seu batik emoldurado, contacte o nosso serviço de Apoio ao Cliente, podendo fazê-lo através do número (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional, ou por email para info@mozart.pt (nota: o serviço de montagem de batiks é executado sob consulta e pré pagamento, estando a modalidade de montagem entre vidros disponível apenas em Portugal).
Conservação
Cada batik é uma obra de arte única e irrepetível, pintada com tinta hidro-dispersível pelo que não pode, em caso algum, ser lavado (à mão ou na máquina), molhado, limpo a seco ou com espumas de limpeza, sob pena de danos irreversíveis e irreparáveis.
Para manter a vivacidade das cores e o óptimo aspecto do batik, deve evitar-se a sua exposição à luz directa do sol.

O Artista
Seimon Messias, artista moçambicano e pintor de batiks, é, apesar da sua juventude, um dos grandes mestres de sempre na antiga e espetacular arte de pintura sobre tela de algodão designada técnica "Batik". Não obstante cada artista pintar com o seu próprio "traço" - o que na gíria desses artistas se refere ao "estilo" - Seimon é, nessa perspectiva, verdadeiramente único, na medida em que se destaca por possuir um "traço" marcante e inimitável, características que se projectam na sua obra genial.
Poderia dizer-se que a obra de Seimon - de rara beleza, aiás - é uma expressão muito singela da arte batik, com a tónica em lindos bustos femininos e, também, nos Big Five, os cinco animais selvagens de grande porte que têm por habitat as savanas de Moçambique.
De notar que o fundo das suas obras tanto se apresenta tão escuro como o é a negritude das noites africanas, como se mostra claro, luminoso e colorido como um dia quente do Verão em Moçambique, sendo as imagens, de beleza ímpar, sabiamente construídas num turbilhão de côr.
Em determinado momento da sua vida, Seimon, pessoa discreta, sociável e inteligente, apaixonou-se de tal forma pela arte da pintura com técnica batik que, então aluno de Arquitectura na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, decidiu abandonar os estudos e a promissora carreira como Arquitecto, que o esperava, para se dedicar, de corpo e alma, à sua arte.
A obra de Seimon é, sem dúvida, verdadeiramente notável e digna de ser preservada para a posteridade, kanimambo pela dádiva de beleza e criatividade que, com cada obra, brindas o Mundo!

