Cesto Palha Asas c/ Dobra Capulana Modern Afro
1 unidades em stock | SKU: MQ-CPDB-GR-MA2404
Estes produtos foram criados e produzidos manualmente por artesãos moçambicanos que, com materiais locais e técnicas tradicionais, deram vida a objectos que se tornam obras de arte com estilo e utilidade.
Nestes produtos incluem-se:
Molduras para fotografias, Pastas e Capas para cadernos e blocos, Chinelos e Alpercatas, Pochettes, Carteiras, Porta-moedas e Mochilas, em têxtil (capulana de algodão), Bolsas de senhora em têxtil (capulana de algodão), em palha, ou com componentes em palha e em têxtil, e Cestos em palha.
Materiais Utilizados:
Revestimento/Corpo Exterior: capulana (tecido 100% algodão estampado), ou palha de Palmeira de Leque (Hyphaene coriacea).
Capa amovível em têxtil dos artigos em palha: capulana (tecido 100% algodão estampado)
Estrutura/enchimento: cartão prensado, napa, ou espuma de polietileno.
Forro: napa, poliéster, sarja de algodão, ou sarja de mistura de algodão com linho.
Botões: nas peças com botões decorativos, os mesmos são de cafulo de coco (cocos nucífera)
Conservação
Advertência: Estes produtos não podem, em circunstância alguma ser lavados ou molhados.
Excepção: em caso de necessidade extrema, a capa em têxtil dos artigos em palha (capulana 100% algodão estampado), depois de removida, pode ser lavada à mão em água fria com detergente suave, sem esfregar, espremer ou torcer, deixando secar à sombra. Após seca, a capa pode ser passada a ferro, colocando um pano por cima da peça para a proteger.
Importante: Para limpar as demais peças em têxtil, utilizar espuma de limpeza de estofos, testando primeiro num ponto não visível da peça.
Peças em palha: anualmente devem ser aspiradas, passando depois um pano ligeiramente humedecido por toda a supefície da peça, deixando secar à sombra durante 24 horas. Passado esse tempo, aplicar em toda a superfície da peça, com um pano suave, um produto incolor para restauro de madeiras, e deixar secar à sombra por mais 24 horas, após o que pode ser reutilizada.
Nota: Para esclarecimento de qualquer dúvida ou questão, contacte o serviço de Apoio ao Cliente: info@mozart.pt ou (+351) 922 215 699 (chamada para a rede móvel nacional).
Etiquetagem
A etiquetagem de algums artigos produzidos em têxteis, como é o caso, designadamente, dos artigos de marroquinaria e selaria, artigos de viagem, capas de livros e reforços e suportes é facultativa, conforme dispõe o n.º 16 do Anexo V do REGULAMENTO (UE) N.º 1007/2011 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de Setembro de 2011 relativo às denominações das fibras têxteis e à correspondente etiquetagem e marcação da composição em fibras dos produtos têxteis, por remissão do Artigo 17.º (Derrogações), que dispõe que:
1. As regras estabelecidas nos artigos 11.º , 14.º , 15. e 16.º ficam sujeitas às derrogações previstas nos n. os 2, 3 e 4 do presente artigo.
2. É facultativa a indicação das denominações das fibras têxteis ou a composição em fibras nas etiquetas e nas marcações dos produtos têxteis enumerados no Anexo V.
Nota: no n.º 2 do supra citado Artigo 17.º incluem-se os artigos incluídos nas categorias Telas pintadas (n.º 11 do Anexo V), Artigos de marroquinaria e selaria, em têxtil (n.º 16 do Anexo V), Artigos de viagem, em têxtil (n.º 17 do Artigo V), Capas de livros em têxtil (n.º 21 do Anexo V), Produtos têxteis para reforços e suportes (n.º 12 do Anexo V).
Segurança
Os produtos incluídos nas categorias marroquinaria, viagem, capas de livros e suportes para fotografias podem ser produzidos com matérias têxteis, designadamente capulana, tecido estampado 100% algodão, podendo os artigos de marroquinaria ser também produzidos em matérias vegetais, compreendendo exclusivamente palha de folhas da espécie designada "Palmeira de Leque" (nome científico: Hyphaene coriacea) ou com componentes das duas aludidas matérias, e, ainda, em cabedal (couro de bovino doméstico, nome científico: bos taurus).
As correias presentes nos artigos de marroquinaria podem ser de têxtil (capulana 100% algodão), contendo componentes de poliéster, ou de cabedal (couro de bovino doméstico, nome científico: bos taurus).
Quando presentes, os botões, de dimensões grande e média, são produzidos com casca de coco (nome científico: cocos nucifera), sendo cosidos ao corpo da peça com "fio norte", caracterizado pela grande resisência à tracção. Contudo, deve periodicamente verificar-se o estado da fixação dos botões ao corpo da peça, de modo a prevenir a sua queda e eventuais episódios de asfixia de crianças pequenas.
No caso das molduras para fotografias, o seu manuseamento exige os cuidados habituais inerentes ao manuseamento de objectos em vidro ou que contenham partes em vidro, de modo a evitar a quebra do mesmo e ocorrência de eventuais ferimentos.

O Artista
Gil Vitorino, conhecido pelo nome artístico "Bigode", é um artesão moçambicano de grande nomeada, natural da província de Inhambane, cuja maestria no domínio da cestaria tradicional lhe granjeou reconhecimento nacional e internacional. Especialista na técnica ancestral de entrelaçar palha extraída das folhas da Palmeira de Leque (Hyphaene coriacea), Bigode elevou um saber comunitário ao nível da verdadeira arte.
Desde jovem, Gil demonstrou uma conexão especial com os materiais naturais da sua terra. Aprendeu o ofício com os mais velhos da sua comunidade, observando e praticando os meticulosos procedimentos técnicos do entrançado. Com o tempo, não só aperfeiçoou as técnicas tradicionais, como também passou a incorporar elementos de design contemporâneo, mantendo viva a tradição e adaptando-a a novos públicos e mercados.
A palha da Hyphaene coriacea, resistente e maleável, constitui a base do seu trabalho criativo. Com ela, Bigode produz cestos, esteiras, candeeiros e peças decorativas que celebram a cultura e o engenho moçambicano. Cada peça é única e apresenta não só uma função utilitária, mas também uma história — da natureza, da identidade e da resistência cultural.
Reconhecido pelo seu compromisso com a sustentabilidade e a valorização do artesanato local, Bigode tem participado em feiras de arte e design em vários países africanos, vizinhos de Moçambique, sendo, frequentemente, convidado para orientar workshops em centros culturais e escolas de arte, onde partilha o seu saber com novas gerações de artesãos.
Mais do que um simples criador de objectos, Gil Vitorino é um guardião de tradições e um agente activo na valorização do património cultural de Moçambique, sendo o seu trabalho uma celebração da relação entre o Homem e a Natureza, expressa na beleza simples e profunda da cestaria em palha de folha Palmeira de Leque.

